Porto Alegre, 25 de maio de 2017
UBS do Guarujá precisa de pequenos reparos
Escrito por Fernando de Castro/CMPA   

Henrique Bregão/CMPAO presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Cassio Trogildo (PTB), acompanhou o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, hoje (17/2) em visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) Guarujá. Morador da zona Sul, o vereador considerou positiva a visita ao posto de saúde. “Esses pequenos problemas é melhor ver in loco, pois desburocratiza a gestão e acelera o atendimento das pequenas demandas”, elogiou o presidente.

 

 

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Comitê de Segurança Metropolitano será instalado na terça
Escrito por Carlos Scomazzon/CMPA   

Tonico Alvares/CMPAA Câmara Municipal de Porto Alegre realizará, na terça-feira (19/4), às 9 horas, a instalação do Comitê Permanente de Segurança Metropolitano. O ato ocorrerá no Plenário Rocha do Palácio Aloísio Filho, sede da Câmara. Além de reunir o Parlamento Metropolitano da Grande Porto Alegre, prefeituras, Câmaras Municipais da Região Metropolitana e universidades gaúchas, o Comitê terá como principais parceiros as seguintes entidades: Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor (FEDC), Associação dos Juízes do RS (Ajuris), Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep), Associação dos Comissários de Polícia (ACP), Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf) e Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar e Bombeiros do RS (ASSTBM).

 

 

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Por que amo Porto Alegre?
Escrito por Vereador Elizandro Sabino   

 

A capital dos gaúchos é uma cidade que encanta a todos devido sua diversidade em opções de lazer, cultura e por sua beleza natural. Impossível conhecer esta cidade e não se apaixonar.

Aqui temos o pôr do sol mais belo do país, e pode ser apreciado as margens do único lago chamado de rio, o Rio Guaíba. Ao longo de seus 470 quilômetros quadrados, o Guaíba percorre outros pontos turísticos de Porto Alegre, a exemplo da nossa Ipanema, que divide sua orla em bares e restaurantes de um lado, ciclovia e calçadão de outro, oferecendo lazer e esporte com uma bela paisagem. Outro ponto turístico as margens do rio é a Usina do Gasômetro, com sua charmosa chaminé de 117 metros, reúne, diariamente, centenas de pessoas para contemplar o pôr do sol. A usina do Gasômetro, além de lazer, proporciona opções culturais a seus visitantes, pois conta com galerias de arte, teatro, cinema, livraria, Museu do Vinho e Enoteca.

Em se tratando de cultura, Porto Alegre é repleta de opções, a começar pela Casa de Cultura Mário Quintana, com sua bela arquitetura cor de rosa, é um patrimônio tombado, que leva este nome em homenagem ao escritor que lá residiu por 18 anos. A Casa de Cultura é um complexo cultural que reúne teatro, cinemas, galerias de arte e cafés. E ainda conta com o apartamento 217, último quarto ocupado pelo saudoso Mário Quintana, ainda decorado como o poeta o deixou.

Outra bela arquitetura, que tem o seu prédio como patrimônio tombado é o Theatro São Pedro, que além de peças teatrais, teve seu papel social ao longo da história, quando arrecadou dinheiro para as vítimas da I Guerra Mundial e abrigou uma escola de Enfermagem durante a II. Não há como não mencionar a Feira do Livro, realizada no mês de outubro, há mais de 50 anos, na Praça da Alfândega. Este é um programa cultural que alcança a todas as camadas sociais e oportuniza, além da aquisição de bons livros com descontos, ainda é possível apreciar apresentações artísticas.

Para aqueles que buscam programas culturais ao ar livre, Porto Alegre conta com o Jardim Botânico, um dos cinco maiores do país que já se tornou referência em pesquisa científica. Lá é possível apreciar uma grande variedade de espécies botânicas e visitar o Museu de Ciências Naturais, que além de plantas, apresenta a seus visitantes uma coleção de répteis, peixes, anfíbios e insetos. Outra boa opção de passeio ao ar livre é percorrer os 500 metros da Rua Mais Bonita do Mundo – Rua Gonçalo de Carvalho. Localizada no bairro Independência, a rua ganhou este título depois que suas fotos percorreram o mundo, através da internet, mostrando toda sua beleza natural com seu túnel verde com 18 metros de altura e paralelepípedos originais. A rua ainda se tornou patrimônio histórico, ecológico e cultural de Porto Alegre.

E por falar em patrimônio histórico e cultural da nossa capital, devemos mencionar as belas arquiteturas como: Mercado Público, Chalé da Praça XV e Colégio dos Presidentes.

Construído há mais de 140 anos, com uma bela arquitetura neoclássica, o Mercado Público é um centro de compras dos porto-alegrenses e turistas, pois em suas diversas bancas encontramos desde gastronomia até produtos típicos da cultura rio-grandense, onde, entre tantas opções, podemos comprar produtos para o tradicional churrasco de domingo. Outra opção de gastronomia, localizada em frente ao Mercado Público, é o Chalé da Praça XV, bar e restaurante tradicional da cidade, por onde passaram grande políticos e intelectuais para discutirem política, filosofia e assuntos cotidianos da cidade. Atualmente, após grande reforma, possui um deque ao ar livre e o seu salão envidraçado, cenários perfeitos para pequenas reuniões e happy hour.

Outro prédio histórico de Porto Alegre que traz muito orgulho aos porto-alegrenses, não só por sua bela estrutura, mas também por tudo que representa, é o Colégio Militar de Porto Alegre, também conhecido como o Colégio dos Presidentes, uma vez que lá estudaram Getúlio Vargas, Eurico Gaspar Dutra, Humberto de Alencar Castelo Branco, Artur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista de Oliveira Figueiredo. E até os dias de hoje o Colégio Militar se destaca pela boa qualidade de ensino.

Falar desta linda capital sem mencionar o tradicionalismo que aflora em seus habitantes seria um erro. Por isso, tenho que ressaltar o orgulho de ser gaúcho deste povo que, todo ano, no mês de setembro, monta o tradicional Acampamento Farroupilha no Parque da Harmonia, onde mais de um milhão de pessoas circulam para comemorar a mais duradoura guerra civil armada em território nacional. Outro símbolo do tradicionalismo gaúcho está localizado na entrada da cidade, como sinal de boas-vindas aos turistas que desembarcam no aeroporto, trata-se do Laçador, homenagem a um dos criadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Paixão Cortes.

Por fim, o Parque Farroupilha, passeio tradicional dos finais de semana dos porto-alegrense, também conhecido como Parque da Redenção, este ponto turístico reúne diversão para todos os gostos e idades. No parque temos o Brique da Redenção, Feira Ecológica, Parque de Diversões, bares e restaurantes, sem falar dos belos monumentos existentes como o Expedicionário, é um ótimo local para saborear um bom chimarrão.

Por isso amo Porto Alegre, e no seu aniversário de 242 anos quero parabenizar nossa linda capital e reafirmar meu amor por nossa cidade.

Parabéns, Porto Alegre!

 

 

Elizandro Sabino - Advogado e Vereador de Porto Alegre

 

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As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres
Escrito por Tanise Amália Pazzim   

Recentemente li o livro “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres”, de Ana Isabel Alvares Gonzalis, que traz uma análise das condições históricas em que se produziu o nascimento do Dia Internacional da Mulher. Além disso, pesquisei diversos artigos e textos sobre as origens do Dia Internacional das Mulheres para buscar uma melhor compreensão dos acontecimentos.

 

Para minha surpresa, não se sabe bem ao certo como iniciou a comemoração do dia da mulher. Ao contrário do que muitos pensam, o Dia Internacional da Mulher não se apoia em um acontecimento isolado. Há diversos mitos em torno da data como um incêndio ocorrido em uma fábrica e manifestações de operárias no setor têxtil. Entretanto, foi uma série de fatores históricos que mobilizou a criação do Dia Internacional da Mulher, conforme relato a seguir.


Em 3 maio de 1908 em Chicago, nos Estados Unidos, se comemorou o primeiro "Woman's day” (Dia da Mulher), presidido por Corinne S. Brown, documentado pelo jornal mensal The Socialist Woman, no Garrick Theather, com a participação de 1500 mulheres que "aplaudiram as reivindicações por igualdade econômica e política das mulheres; no dia consagrado à causa das trabalhadoras". O dia foi dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão das mulheres, mas defendendo, com destaque, o voto feminino. Defendeuse a igualdade dos sexos, a autonomia das mulheres, o direito de voto para as mulheres, dentro e fora do partido.


Já em 1909, o “Woman's Day” foi atividade oficial do partido socialista americano e organizado pelo comitê nacional de mulheres, comemorado em 28 de fevereiro de 1909. O material de publicidade da época convocava o "Woman suffrage meeting", ou seja, um encontro em defesa do voto das mulheres, em Nova York. As socialistas americanas sugerem um dia de comemorações no último domingo de fevereiro. Assim, o “Woman's day”, no início, registra várias datas e foi ganhando a adesão das mulheres trabalhadoras, inclusive grevistas e teve participação crescente.


Em 1910, ocorreu uma paralisação na cidade de Nova York na Fábrica  Triangle Shirtwaist Company. No setor têxtil, as condições de trabalho eram deploráveis. A jornada de trabalho era das oito da manhã às seis e meia da tarde, com 30 minutos de intervalo para refeição. A carga horária semanal, que normalmente era de 56 horas poderia chegar a 70 horas na temporada de maior movimento. A paralisação começou no dia 27 de setembro de 1909, e os empregados da fábrica foram proibidos de entrar no trabalho sob o pretexto de que não havia tarefas para realizar naquele dia e declararam greve, iniciando um protesto ao qual uniram 40 mil trabalhadores. Isso desbaratou completamente a indústria têxtil, não apenas no Estado de Nova York, mas em todo o país, pois a manifestação também teve grande adesão nas cidades de Chicago, Rochester, Clevelend e Filadelfia, entre outras. Foram 13 semanas de greve. No dia 15 de fevereiro de 1910, a greve foi oficialmente encerrada. Trezentas e trinta e nove firmas tinham feito acordos com os trabalhadores; 13 empresas, entre elas a Triangle Shirtwaist Company, não chegaram a nenhum acordo com seus empregados. Essa foi a primeira greve de mulheres de grande amplitude nos Estados Unidos, denunciando as condições de vida e trabalho, e demonstrou a coragem das mulheres costureiras, recebendo apoio massivo do movimento sindical e do movimento socialista.


Também em 1910, os jornais noticiaram a comemoração do “Woman's day” em Nova York, em 27 de fevereiro de 1910, no Carnegie Hall, com 3.000 mulheres, onde se reuniram as principais associações em favor do sufrágio. O encontro foi convocado pelas militantes socialistas mas contou também com participação de mulheres não socialistas. Também participaram dessa comemoração várias operárias do setor têxtil que há poucos dias haviam terminado uma longa greve, que durou de novembro de 1909 a fevereiro de 1910, terminando 12 dias antes do Woman's Day. Muitas dessas operárias participaram do Woman's Day e engrossaram a luta pelo direito ao voto das mulheres (conquistado em 1920 em todo os EUA), mas como se pôde ver, não foi a greve que motivou a criação do woman’s day, como aparece equivocadamente algumas vezes.


Em agosto de 1910, durante a Segunda Conferência de Mulheres Socialistas, Clara Zetkin, dirigente socialista alemã, e outras militantes, propõem que o “woman's day” ou “women's day” se torne "uma jornada especial, uma comemoração anual de mulheres, seguindo o exemplo das companheiras americanas", sem a indicação de uma data específica. Aprovase, assim, um Dia Internacional das Mulheres, para ser organizado em todos os países, com a reivindicação central sendo o direito de voto para as mulheres. A proposição foi divulgada no jornal alemão “A igualdade”, de 28/08/1910.


Em 25 de março de 1911 (e não 08 de março de 1910) ocorreu um incêndio na fábrica que se chamava The Triangle Shirtwaist Company localizada na cidade de Nova York. Ocupava três andares superiores dos 10 andares que tinha o Edifício. Era um dos edifícios mais altos, e a fábrica Triangle tinha mais de 500 empregados, em sua maioria mulheres jovens imigrantes entre os 16 e 24 anos. A estrutura, assoalho, molduras da janela e portas da fábrica eram de madeira, e tinha apenas duas saídas/escadas de emergência. A legislação trabalhista da época estabelecia que as portas das fábricas deviam abrir para fora e não era permitida estar fechadas com chaves no horário de trabalho. Entretanto, na Triangle, as portas abriam para dentro e frequentemente estavam fechadas com chaves, pois os proprietários tinham receio que as empregadas poderiam roubar ou sair mais cedo.


Conforme foi demonstrado em julgamento, o fogo começou no oitavo andar, quando um trabalhador pronto para ir embora, ascendeu um cigarro e jogou o fósforo perto de um monte de tecidos. Uma vez começado o incêndio, o fogo se espalhou pelo resto do prédio muito rapidamente. As operarias, a maioria imigrantes italianas e russas, não tinham um bom domínio do inglês. Não havia indicações em seu próprio idioma que lhes indicasse a saída, nem conheciam com detalhes a estrutura do prédio, por isso entraram em pânico. Os trabalhadores que estavam no décimo andar do prédio e os proprietários que também estavam no mesmo andar, puderam salvar-se alcançando o telhado e passando para o prédio vizinho. Também escaparam do horror aqueles que conseguiram entrar em uma das três viagens que os elevadores conseguiram fazer. Mas para as empregadas que estavam no oitavo e nono andares, a única escapatória eram as portas que levavam às duas únicas saídas/escadas do prédio, que estava trancadas. Muitas mulheres, no desespero, se atiravam do prédio. O resultado final foram 146 mortes, dos quais 13 eram homens, 123 mulheres e 07 corpos não identificados.


Em 1911, o Dia Internacional das Mulheres foi comemorado pelas alemãs em 19 de março e pelas suecas, junto com o primeiro de maio. Enfim, foi celebrado em diferentes datas.


Em 1913, na Rússia, sob o regime czarista, foi realizada a Primeira Jornada Internacional das Trabalhadoras pelo sufrágio Feminino. As operárias e militantes socialistas russas participaram do Dia Internacional das Mulheres em Petrogrado e foram reprimidas. Em 1914, as principais organizadoras da Jornada ou do Dia Internacional das Mulheres na Rússia estavam presas, o que tornou impossível uma comemoração com manifestação pública.


Já na Alemanha, em 1914, o Dia Internacional das Mulheres foi dedicado ao direito ao voto para as mulheres e foi comemorado no dia 8 de março, ao que consta porque esta foi uma data mais prática naquele ano. As socialistas europeias coordenavam as comemorações do Dia Internacional das Mulheres, em torno do direito ao voto, vinculandoo à emancipação política das mulheres, mas a data específica era decidida em cada país.


Em fevereiro de 1917, na Rússia, manifestações de mulheres tomaram as ruas de Petrogrado. Eram manifestações contra a guerra, a fome, a escassez de alimentos. Ao mesmo tempo, operárias do setor têxtil entraram em greve. Era o dia 23 de fevereiro (que corresponde ao dia 8 de março no antigo calendário ortodoxo), que se comemorava o Dia Internacional das Mulheres na Rússia. Essas manifestações cresceram, envolveram outros grupos, duraram vários dias, e deram início à Revolução Russa. A mobilização de mulheres precipitou as mobilizações que tornaram vitoriosa a Revolução Russa.O número de grevistas foi em torno de 90 mil, a maioria mulheres.


Em 1921 da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas onde "uma camarada búlgara propõe o 8 de março como data oficial do Dia Internacional da Mulher, lembrando a iniciativa das mulheres russas". Assim, a partir de 1922, o Dia Internacional da Mulher passou a ser celebrado oficialmente no dia 8 de março.


A partir dos anos 1960, o Dia internacional das Mulheres é retomada com destaque como uma data de luta do movimento feminino. A existência de um dia comum tem um papel significativo de mobilização. A incorporação pela ONU do 08 de março como data mundial contribui para essa retomada em larga escala, ao mesmo tempo que também incentivou um viés institucional da comemoração. Em 1977, a UNESCO reconhece oficialmente o dia 08 de março como Dia Internacional da mulher, em homenagem as 123 operarias queimadas vivas.


Neste ano de 2014, quando se completam cento a quatro anos da instituição do Dia Internacional das Mulheres, é central retomar essa história de luta. Recuperar, retomar e recontar a história do dia Internacional das Mulheres é, também, reafirmar a história das lutas das mulheres inserida na luta pela transformação geral da sociedade. É recompor um pedaço da história do feminismo que se apresenta como um elo indispensável da luta das mulheres.


A história do Dia Internacional das Mulheres traz o debate da difícil luta pela igualdade entre homens e mulheres e evidencia o caráter político dessa comemoração. Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado na luta pelos direitos da mulher.


Tanise Amália Pazzim

Psicóloga, especializada em: Psicologia Organizacional (IDG), Coordenação de Dinâmicas de Grupo (SBDG) e Gestão Pública (UFRGS). Atualmente, está realizando MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político (Universidade Gama Filho). É Presidente do PTB Mulher de Porto Alegre, vice-presidente das Relações Internacionais do PTB Mulher RS (Gestão 2013-2016) e vice-diretora de capacitação do Instituto Solon Tavares (IST).

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ARTIGO: Dia do Vereador
Escrito por Vereador Elizandro Sabino   

 

Cristiane Moreira/CMPANo dia 1º de Outubro comemoramos o Dia do Vereador. Representantes da comunidade local, neste momento, mais do que comemorar, devemos refletir sobre o papel do Vereador na sociedade em que representa.

 

 

 

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Semana Nacional do Trânsito
Escrito por Elizandro Sabino   

 

DivulgaçãoComemorada, anualmente, entre os dias 18 e 25 de setembro, conforme artigo 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional do Trânsito tem como propósito conscientizar a população sobre os perigos do trânsito e tentar reduzir o grande número de mortes.

 

Neste ano a Semana terá como tema: “Álcool e outras drogas e a segurança no trânsito”. Como constatado, uma combinação perigosa, responsável pelo grande número de mortes ocorridas no trânsito.

 

O trânsito no Brasil já é classificado como o 4º mais violento do mundo, e no ano de 2012 superou o número de vítimas fatais em relação ao homicídio e ao câncer, atingindo a marca de mais de 40 mil mortes por ano.

 

Apesar de todos os esforços dos órgãos de trânsito, o alto número de mortes no trânsito brasileiro se tornou uma constante. É sabido que um dos fatores, responsável por grande parte dos acidentes, é o consumo de bebidas alcóolicas e drogas. E outro fato alarmante refere-se a faixa etária, pois segundo dados do Seguro DPVAT as maiores vítimas se encontram entre 18 e 34 anos de idade.

 

Tão necessária como a alteração na legislação de trânsito, que a tornou mais rígida para os condutores que forem pegos dirigindo após a ingestão de qualquer quantidade de álcool, é a operação Balada Segura, que de certa forma inibe os motoristas de combinarem álcool e direção.

 

Se álcool e direção é uma dupla que não dá certo, por outro lado, a operação Balada Segura somada a “tolerância zero de álcool” tem mostrado resultado, embora pequenos, positivos. Nos cinco primeiros meses de 2013, as mortes no trânsito gaúcho apresentaram uma queda, pois, enquanto no ano de 2013 foram registradas 821 mortes; no ano de 2012, durante o mesmo período, já haviam sido registrados 861 óbitos.

 

A educação no trânsito é de responsabilidade de todos, e deve ser adotada desde as séries iniciais ao ensino superior, para que todos os cidadãos sejam educados com intuito de proporcionarmos um trânsito melhor.

 

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Mulher, Trabalho, Maternidade e Política: uma visão contemporânea
Escrito por Tanise Amália Pazzim   

 

“Filha”, “esposa” e “mãe” há muito tempo deixaram de ser os únicos papéis valorizadas da mulher na sociedade. Já há algumas décadas reconhece-se que as brasileiras deixaram de ser o “sexo frágil” e desempenham hoje papéis e funções sequer sonhados por suas bisavós e avós. Junto com as mulheres, as famílias também mudaram.

Por muito tempo, ao longo da história, os valores patriarcais, que remontam ao período colonial, foram referência quando o assunto é família. A mulher deveria obedecer ao pai e marido, passando da autoridade de um para o outro através de um casamento monogâmico e indissolúvel. Sob a égide do patriarcado, o amor conjugal, por exemplo, não era considerado algo importante e o sexo no matrimonio tinha como finalidade a procriação, sendo que desejo e o prazer vetado as esposas.

Com a abolição oficial da escravidão um novo modelo de família começou a ser preconizado, como por exemplo a vontade dos indivíduos em relação a escolha do cônjuge. Além disso, o autoritarismo atroz do “senhor” de bens e pessoas, já não tinha mais lugar. A “nova família” também exigia uma nova mulher: uma mãe dedicada ao cuidado e a educação dos filhos. Essa “nova mulher” também seria uma esposa afetiva, ainda submissa ao marido, mas completamente sem voz. A mulher estaria voltada completamente aos afazeres domésticos ao passo que o espaço público seria dos homens. O homem por sua vez, deveria ser o único provedor da família.

Assim nos primórdios da industrialização no Brasil, as mulheres integraram-se às atividades industriais. Em 1872 as mulheres constituíram 76% da força de trabalho nas fábricas no Brasil; já em 1950 somavam pouco mais de 20%. A diminuição da mão de obra feminina na indústria está associada especialmente ao aumento da oferta de trabalhadores masculinos ocorridas nas primeiras décadas do século XX.

A partir de 1960 as mulheres passaram a ter acesso a meios contraceptivos mais eficientes, como a pílula anticoncepcional. As possibilidade educacionais também aumentaram para as mulheres. Em 1964, o movimento feminista começou a ganhar mais força, embora ainda na década de 1960, era tido como altamente desejável que a mulher se casasse, tivesse filhos e pudesse se dedicar integralmente à família depois de casada. Era isso que a maioria das mães ensinavam as filhas. Casamento e procriação continuavam a ser o destino da mulher; ser mãe lhe conferia-lhe uma posição de prestigio na sociedade, maior que qualquer “carreira”. Não desempenhar o papel materno seria algo como “trair a essência feminina”.

A partir de 1970 começou a ocorrer uma série de mudanças no Brasil, como o aumento da participação feminina no mercado de trabalho; o maior acesso a educação formal; o direito ao voto;  a conquista feminina do poder de decidir se e quando ser mãe; e a instituição do divórcio.

A seguir, algumas reflexões sobre as transformações nas famílias, mulher e trabalho e mulher e política.

As famílias contemporâneas

Hoje as famílias tendem a compor uma relação mais igualitária entre os parceiros, na medida em que, por exemplo, ambos contribuem financeiramente para as despesas da casa. De uma família constituída em fortes bases hierárquicas, passamos para uma família mais democrática, tanto no que diz respeito na relação entre homem e mulher como também na relação entre pais e filhos. Antes os filhos tinham pouco espaço na família para expressar as suas vontades e deveriam obedecer aos seus pais “sem discussão”, caso contrário corriam o risco de receber punições como o chamado “bom tapa no bumbum”ou mais que isso.

Hoje há novos arranjos nas famílias. São diversas as possibilidades familiares, como relacionamentos homoafetivos ou heterossexuais; famílias monoparentais, formada por apenas um adulto, ou pai ou mãe, que vive com o(s) filho(s); famílias recompostas ou reconstruídas, que comporta pelo menos um membro de um casal que é separado/divorciado com seus filhos unido a outra pessoa que tem também filhos de um casamento anterior. Hoje crianças de pais separados deixaram de ser discriminadas nas escolas.

Outra novidade a respeito  da relação entre pais e filhos é a tendência de os filhos permanecerem cada vez mais tempo na casa dos pais. Se antes (em torno da década de 1970) falava-se em “síndrome no ninho vazio”(um sentimento de depressão e solidão) que ocorria com muitos pais no momento em que os filhos já crescidos saíam de casa hoje falamos em “síndrome do ninho cheio”, com pais irritados com o fato de os filhos já em idade adulta nao saírem de sua casa, por nao conseguirem (ou nao quererem) viver independente da família de origem por conta de dificuldades enconomicas ou comodismo. Alguns chegam ainda a trazer outra pessoa, o(a) companheiro(a), oficialmente casado ou nao, para viver dentro da casa dos pais. Ou ainda os filhos, que após uma separação/divorcio, retornam para a casa dos pais.

Entretanto, é importante salientar um fenômeno que está acontecendo no Brasil: as mulheres brasileiras estão tendo menos filhos. Nas décadas de 1960 e 1970, as mulheres tinham, em média, entre cinco e seis filhos. Em 2010, esse número despencou para menos de dois filhos (1,9). Hoje a maternidade passa a ser planejada e passa a ser um desejo do casal ou não. Ainda, o nível de escolaridade tem impacto na idade em que as mulheres tem filhos: mais instrução, maternidade mais tardia. Com mais de oito anos de estudo as mulheres tem filhos perto dos 28 anos, enquanto as menos escolarizadas têm filhos com poucos mais de 25 anos.

Outra tendência interessante é que hoje os casais com filhos deixaram de ser a maioria.  Em 1999, conforme IBGE, casais com filhos eram 55% dos domicílios ao passo que em 2009 eram 47%. Podemos deduzir que mais e mais casais estão optando por manter uma relação que exclui a participação dos filhos. Casais em que ambos os cônjuges tem rendimentos e que optaram por não ter filhos. Este é um fenômeno universal que também ocorre, e está aumentando no Brasil, indicando a tendência de os casais investirem na realização de objetivos e aspirações pessoais que não envolvam a existência de filhos em sua vida. Sem duvida, é uma mudança importante para uma sociedade em que há poucas décadas atrás as pessoas eram educadas para se casar e procriar, como se o sucesso ou felicidade da família dependesse disso. Atualmente, os casais começam a conceber a ideia de felicidade conjugal desvinculada da existência de uma prole.

Outro dado interessante é sobre o casamento. Os dados indicam uma queda no numero de casamentos legalizados (assentados nos cartórios de registro civil) a partir da década de 1980, assim como um declínio das uniões realizadas apenas no religioso. Isso, contudo, não quer dizer que necessariamente as pessoas estejam “se casando  menos”. O fato é que um numero cada vez mais significativo de homens e mulheres passa a viver como “casal”, optando, contudo, por manter uniões informais e sem vinculo legal. Ocorre ainda um aumento nas separações e divórcios. Portanto, as uniões acontecem, mas em geral duram menos.

As mulheres hoje estudam, trabalham e casam. Porem, se a relação com o marido não lhes satisfaz, elas rompem a sociedade conjugam com muitíssimo mais facilidade que antes.

Mulher e Trabalho:

Hoje as mulheres estão presentes nos mais diversos tipos de atividades, inclusive em atividades ditas “masculinas”. Hoje cada vez mais é comum encontrarmos mulheres em atividades como frentistas, mecânicas, motoristas de táxi, ônibus, trem ou avião, advogadas, juízas e promotoras, etc.

Entretanto, no mundo empresarial, as mulheres encontram maiores dificuldades de ascensão profissional que os homens. As mulheres acabam tendo que se esforçar e trabalhar muito mais que os homens, para serem respeitadas e reconhecidas como competentes para as funções de liderança.

Há ainda a discriminação funcional nas empresas, que é derivada do pensamento de que a mulher não tem tanta disponibilidade pra investir no trabalho como o homem. Alem disso, o “custo mulher”, no que diz respeito a empresa manter uma creche e o custo de licenças-maternidades.

A desigualdade entre homens e mulheres é evidente, em especial em alguns quesitos como na comparação de rendimentos médios. As mulheres brasileiras têm um rendimento médio cerca de 30% menor que os homens, mesmo quando estas desempenham funções semelhantes às dos homens.

Mulher e política

A representação política parece se constituir em uma solução indispensável para se alcançar uma sociedade mais justa e equânime. Entretanto, a participação política da mulher nos espaços institucionalizados de poder, a exemplo do parlamento brasileiro, estão em desvantagens. Em que pese a maioria dos eleitores seja formada por mulheres (51,90% do eleitorado brasileiro), a participação das mulheres em cargos eletivos ainda é lenta.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2010 foram eleitas 44 deputadas federais e 136 deputadas estaduais e distritais. Comparado com 2006, a quantidade de mulheres eleitas para a Câmara Federal permanece praticamente a mesma após as eleições de 2010. No pleito de 2006, 45 mulheres tornaram-se deputadas federais, e na Câmara Distrital e Assembleias Legislativas, o número de deputadas foi de 123 mulheres nas eleições de 2006 para 136 no pleito de 2010.

Os números indicam um aumento no percentual de deputadas estaduais e distritais, que passa de 11,72% para 12,84% e o percentual de deputadas federais de 9%.

E quais seriam as principais contribuições das mulheres políticas para a transformação social, cultural, política e econômica?

A primeira contribuição é que as mulheres, segundo pesquisas já realizadas, tenderiam a abordar a política de uma maneira diferente dos homens. Uma pesquisa recente realizada pela UIP (União Inter-Parlamentar, 2008), apontou para o fato de que 49% das entrevistadas – mulheres políticas - terem afirmado que ingressaram na política como resultado de seus interesses no trabalho social e 34% terem ingressado por meio de organizações não-governamentais, diferentemente do caminho mais “convencional” da política quase exclusivamente partidária, geralmente adotado pelos homens. Essa constatação reflete a firme tendência, entre as mulheres políticas, de se engajar inicialmente nas associações civis como uma estratégia de promoção dos projetos sociais que, de um modo disseminado costumam apoiar diferentes dimensões da sobrevivência das famílias, e de concentrar as suas energias, predominantemente, no nível do poder local.

A segunda contribuição se relaciona ao fato de que numa comparação com os homens, os padrões de socialização de homens e de mulheres serem diferentes, assim como são igualmente diferenciadas as suas experiências de vida. As mulheres tendem a trazer de modo significativo as suas experiências e conhecimentos para apoiar suas decisões políticas, elas trazem aquilo que a literatura cunhou como uma “perspectiva” diferenciada. Embora mudanças importantes tenham ocorrido ao longo das últimas décadas, na maioria dos países, as mulheres ainda arcam com as principais responsabilidades em relação aos cuidados com a família e do domicílio, incluindo marido, crianças e idosos. Isto marca, portanto, a construção de muitas trajetórias de mulheres na política.

E a terceira contribuição refere-se ao fenômeno constatado de que as mulheres tenderiam a se considerar melhor representantes das próprias mulheres. Um estudo sobre os legisladores realizado nos Estados Unidos, por exemplo, constatou que elas sentem-se especialmente responsáveis por representar outras mulheres e consideram-se mais capazes para defenderem os seus interesses.

É importante destacar também a cota de gênero que foi introduzida no sistema eleitoral brasileiro por meio da Lei 9.100/95 que regulou as eleições municipais do ano de 1996. É um mecanismo aplicado somente nas eleições para Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores, ou seja, as que utilizam o sistema proporcional de lista aberta. A Lei 9.100/95 estabelecia que as vagas de cada partido ou coligação deveriam ser preenchidas por, no mínimo, vinte por cento de candidaturas femininas

Em 1997, foi criada nova lei, a Lei 9.504/97 (Lei das Eleições) alterou o percentual mínimo e máximo, conforme o §3° do art. 10 “do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo”.  A alteração trouxe o grande benefício que foi o aumento do percentual mínimo de 20% para 30%. Tendo em vista que os partidos políticos não preenchiam o número de vagas conforme determinava a lei anterior, o legislador apenas exigiu a reserva do número de vagas.

Considerações finais

Viver em família, ao que parece, continua a ser a aspiração da maioria das pessoas, embora a ideia que fazem de família e os arranjos familiares possíveis e socialmente aceitos sejam mais flexíveis que no passado e admitam um numero mais de configurações.  Hoje as mulheres tem um poder de decisão maior, com voz ativa, tanto na família de origem como no relacionamento conjugal. A família mudou e continua mudando. Como instituição história ela se reinventa, embora permaneça como referencia afetiva e de socialização.

 

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Estatuto da Criança e do Adolescente completa 23 anos
Escrito por Vereador Elizandro Sabino   

 

DivulgaçãoInstituído pela Lei 8.069, o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, completa hoje 23 anos. Promulgado em 13 de julho de 1990, o estatuto tem como base as diretrizes encontradas na Constituição Federal de 1988, que trata a criança e o adolescente como Prioridade Absoluta. Diferente do que ocorria no Código de Menores, o ECA adotou a doutrina da Proteção Integral, instaurando direitos para todas as crianças e adolescentes, considerando-os como sujeitos de direitos e garantindo um atendimento integral, considerando que se tratam de seres hipossuficientes, que se encontram em pleno desenvolvimento humano.

 

 

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OU DEIXAR A PÁTRIA LIVRE, OU MORRER PELO BRASIL!
Escrito por Carlos Siegle, o Nenê   

 

 

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A frase célebre do Hino da Independência, usada como título deste texto, resume bem o sentimento despertado na nação a partir dos manifestos contra o aumento das passagens em todo o País.

 

O processo já começou apontando para questões mais de fundo do que os centavos a mais no valor do transporte público. Ele só começou por Porto Alegre/RS porque as outras grandes capitais atenderam ao pedido do Governo Federal para que retardassem o reajuste do transporte de fevereiro para junho para não pressionar a inflação galopante já nos primeiros meses do ano.

 

Ledo engano do Governo Central, pois o adiamento jogou o debate sobre o tema das passagens para o mês de abertura da Copa das Confederações. Não foi preciso muito para transformar as mobilizações sobre um tema importante como o do transporte público em inspiração para mobilizações de crítica contra os gastos em obras para a Copa do Mundo.  Migrar desse tema para uma grande discussão a respeito do sistema político/institucional brasileiro foi apenas uma questão de inspiração e oportunidade.

 

Mas por que esse movimento parece tão diferente de outros? Por que nesse caso há muito mais gente nas ruas? Por que essas pessoas não têm uma pauta unificada, uma liderança constituída, a defesa de um segmento, grupo ou interesse específico?

 

Respondo. Porquanto essas características foram exatamente as que afastavam essas pessoas das mobilizações tradicionais. Lideradas por partidos, sindicatos, entidades, segmentos ou até mesmo pela imprensa, essas manifestações sempre tinham algum interesse subentendido, um objetivo claro de favorecimento de alguma instituição, grupo ou pessoa. As redes sociais retiraram do cenário o papel do líder, da direção vertical, das estruturas formais de organização social. A certeza de não estar sendo manipulado levou as novas multidões às ruas.

 

Estamos vivendo uma explosão de cidadania até então nunca vista em nossa, ainda adolescente, democracia. Nossas instituições estão em xeque. O velho discurso de que vivíamos em uma sociedade alienada, apolítica, adormecida, sem senso crítico desmanchou-se como um castelo de areia, de uma semana para a outra. Na verdade, os erros, omissões e desmandos do sistema institucional estabelecido no País jogaram a população em um estágio de desilusão em que nada e nenhuma instituição formal (seja ela partido de esquerda ou direita, entidades sociais ou sindicais ou lideranças carismáticas) pareciam puras o suficiente para representá-los, esse segmento da população não admitia mais ser usado ou manipulado em nome de interesses que em última análise só fortaleciam o “status quo".

 

Diante das constatações acima, é preciso saber reconhecer com humildade e serenidade que precisamos reinventar o sistema e oferecer respostas rápidas e reais à população ou daremos espaços para soluções radicais que, historicamente em todos os Países e em todos os tempos, tiveram resultados ainda mais devastadores para a sociedade.

 

Pautas como uma Reforma Política real, mudança nos processos de combate à corrupção, pública e privada, com penas severas e rápidas aos responsáveis, Reforma Tributária que devolva ao cidadão o imposto pago em serviços qualificados, uma imprensa menos comprometida com o poder econômico, capaz de recuperar a confiança da população na qualidade de sua produção jornalística.

 

Porém, a partir desses temas alguns questionamentos são fundamentais. Que Reforma Política? Não penso que o modelo defendido pelo Poder Central seja o melhor para o Brasil, pode ser o melhor para o partido do governo, mas não para o país. Necessitamos de uma reforma que reduza a pressão e a dependência do poder econômico e político sobre os eleitos. Uma Reforma Tributária precisa favorecer o cidadão que paga impostos e não recebe os serviços na mesma proporção, não pode servir para o grande empresário aumentar suas margens de lucros ou aumentar o monopólio no seu setor ou para o Poder Central concentrar ainda mais os recursos que deveriam estar nos municípios.

 

Lembro muito bem quando foi a última vez que a sociedade brasileira e suas instituições foram parar no divã. Foi em 2005, quando o então deputado federal Roberto Jéferson denunciou o mensalão, e todo o país passou a entender que não existem salvadores da pátria. Foi há oito anos que o sistema atual começou a cair e agora essa marola de 2005 transformou-se em um tsunami que poderá consumir nossa jovem democracia.

 

O Brasil está, novamente, no divã! Em momentos como esse, em que as instituições estão em xeque, o movimento natural das pessoas é apontar os erros alheios, enxergar soluções na mudança de posturas dos outros. Siceramente, entendo que essa é uma postura que ajudou a nos empurrar para esse momento.

 

Acredito que o que precisamos é que cada um volte-se para dentro de si, para dentro de suas instituições, sejam elas: sua casa, partidos, entidades sociais, sindicais, ONG's, governos ou empresas. Temos a necessidade de reavaliar nossos processos e entender em que medida nosso modelo de atuação e de intervenção na sociedade é responsável pelo que está posto.

 

Teremos que avaliar o quanto de responsabilidade temos no modelo estabelecido, até onde nos beneficiamos com o desinteresse aparente, com a despolitização, com a alienação.  A partir dessas respostas teremos a oportunidade de fazer a nossa revolução interna, essa reforma que parece tão clara para todos, deve começar dentro na nossa casa.

 

Você separa o seu lixo? Participa de reunião de condomínio ou frequenta a associação de bairro? Para na faixa de pedestre e não joga lixo no chão? Vota com consciência, fiscaliza seu parlamentar e não torna a apoiá-lo se ele não cumpre com os compromissos assumidos?

 

Se você faz parte de uma entidade social ou partido político, você se compromete com as decisões tomadas? Exige participação nas decisões? Questiona seus dirigentes quando um caminho tomado parece o errado? Você que é dirigente, dá espaço para essas "intervenções", debate os rumos e aceita a opinião do conjunto?

 

Entendo que vivemos um momento especial, uma oportunidade que se apresenta no mundo inteiro no início deste novo século. Desde o despertar da Primavera Árabe, passando pelas crises Européias e Americana e chegando ao despertar do Gigante que dormia em berço esplêndido chamado Brasil. Percebemos que, mais que uma reação a crises econômicas, estamos vivenciando uma revolução de pensamentos que traz na sua essência um debate ético, de discussão de valores, um debate de rumos para essa sociedade que no caminho que está, matará o planeta.

 

Precisamos aproveitar essa oportunidade. Poderemos sair dessa crise mais fortalecidos, com nossas instituições consolidadas e com nossa democracia mais madura. Depende da capacidade de cada um fazer a sua autoavaliação. Mudar o seu processo interno é fundamental para estar legitimado para opinar no processo alheio. Quem o fizer com competência e com a coragem de “cortar na própria carne" estará mais preparado para enfrentar o novo País que emergirá quando a fumaça das bombas de gás e dos contêineres incendiados baixar.

 

Ah, e o vandalismo? Na minha opinião, os vândalos são meros oportunistas nesse processo, sejam eles os que depredam o patrimônio público ou privado na rua ou os que desviam o seu dinheiro nos escaninhos da corrupção. “Bora mudar o mundo, galera! Porque embora a mobilização esteja na rede social, a luta real está nas ruas!”.

 

 

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Parabéns, Porto Alegre!
Escrito por Elizandro Sabino   
Ter, 26 de Março de 2013 17:00

 

DivulgaçãoPorto Alegre, a capital dos gaúchos, hoje completa 241 anos. Nascida em meados do século XVIII, com a chegada de casais de açorianos, logo, recebeu imigrantes alemães, italianos, espanhóis, africanos e libaneses. O resultado desta miscigenação é a diversidade cultural, que além de diversificada é qualificada.

 

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Dia Internacional da Mulher
Escrito por Elizandro Sabino   
Qua, 06 de Março de 2013 00:00

 

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No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, data marcada pela luta de operárias de uma fábrica em Nova Iorque, no ano de 1910, em favor de melhores condições laborais, equiparação salarial com os operários do sexo masculino, e acima de tudo, tratamento digno no ambiente de trabalho.

 

 

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Ações da SMOV garantem inclusão social
Escrito por Cássio Trogildo   


A Secretaria Municipal de Obras e Viação executa permanentemente ações voltadas para a qualificação do espaço urbano e da mobilidade dos portadores de necessidades especiais. Neste sentido, entre outras iniciativas estamos desenvolvendo um ciclo de reuniões com o CEREPAL para estabelecer prioridades em termos de acessibilidade e infra-estrutura no entorno da Instituição, uma vez que a mesma trabalha em prol desta importante parcela da população. Com a participação da diretoria da Entidade e de outros órgãos da prefeitura (EPTC, FASC e DEP), durante o último encontro foi destacada a importância das condições das bocas de lobo e tampões de acesso à rede de esgotos, o incremento da sinalização de trânsito com ênfase no controle de velocidade no local, assim como a manutenção de calçadas, como prioridades que certamente facilitarão o dia-a-dia de cadeirantes, deficientes visuais, familiares e cuidadores que vivem e trabalham na comunidade.

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Vida Longa para o Túnel
Escrito por Cássio Trogildo   


Desgastado pelo tempo, com sérios problemas estruturais após 37 anos sem receber obras significativas, o Túnel da Conceição vinha sendo motivo de críticas e preocupação geral. Acesso vital ao Centro de Porto Alegre, coração urbano cujas artérias precisam garantir o pulsar diário da cidade, o Túnel também é caminho para quem chega da região Norte, Litoral ou Metade Sul, e alternativa para quem sai da cidade em direção às BRs 116 e 290.

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Partido Trabalhista Brasileiro
Escrito por Elói Guimarães   


A História do Partido Trabalhista se confunde com a própria história brasileira, posto que o seu fundador Getúlio Vargas ao criar o partido entregou-lhe a missão relevante de preservar as conquistas, fruto do grande movimento da Revolução de 1930. Temos uma bandeira e uma causa, ou seja, uma sigla que sobreviveu a erosão político-militar de 1964, impondo a todos nós fazê-la digna da sua própria história. Nesse sentido, estamos a frente do Diretório Metropolitano, com a nossa militância, para os desafios que se aproximam.

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Iluminação Pública para o séc. 21
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Iluminação Pública para o séc. 21

A prefeitura sabe que iluminação pública eficaz é uma das formas mais eficientes de combate à criminalidade, além de modernizar a paisagem urbana.

 

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